domingo, 21 de agosto de 2016

Timing.

Tô aqui encarando o computador, nem sei o que eu tô fazendo aqui. Nem sei o que quero escrever, só sei que eu quero.
A mente bagunçada entre a procura, o questionamento do que já foi encontrado, e do que se quer realmente encontrar, tudo isso rodopiando forte num redemoinho parecido com o que ecoa lá fora. Ventania e ruídos  grandes  aqui dentro e eu sem ter pra onde correr.
A cada novo encontro que a vida nos proporciona, fica o gosto do querer mais da procura interna de cada um de nós.
Esbarrar uns com os outros pela vida, às vezes é insano. Porque o que temos pra mostrar é maior do que o tempo que temos. O famoso timing. Nada tem a ver com o ser certo, na hora certa, a pessoa certa. Tem apenas a ver com ser. Ou é ou não é.
E aí, você tem suas experiências, vida pra contar, cheiros, cores e barulhos. Vontades, querências que se alternam, se enfurecem e se aquietam.
Eu sei que tem algum motivo pra isso tudo, sigo achando, sigo sentindo. Eu preciso encontrar.
Me encontrar, te encontrar, encontrar. Preciso.  E nem sei por onde começar. Tem aquela tristeza que sucede aquela súbita exaltação. Ela vem sempre. 
E eu aqui, tentando cuspi-la, encarando o computador.
Já sei o que tô fazendo aqui, tô tentando mais uma vez descobrir o algo a mais que eu procuro. E eu sei que é você.
Eu somente ainda, não te encontrei, não sei do seu rosto, do seu cheiro e nem dos seus barulhos.

E que eu te encontre justamente quando o timing for nosso. 


Aline Vallim. 

E o seu maior medo, qual é?

Não existe o amanhã. Não existe o depois de amanhã, não existe o depois e tampouco os seus planos para o futuro. Não existe futuro. A gent...