domingo, 30 de junho de 2013

Eu não suporto mais você.

Eu só quero gritar.
Que você não vale a pena. 
Que ele não te ama.
Que tudo o que vivemos todos os dias, é pra nos melhorar.
Mas parece que não há evolução pra alguns.
Eu não suporto a apatia.
Eu não suporto a covardia.
Eu não suporto a deslealdade. 
Eu não suporto os sorrisos tortos. 
Eu não suporto quem não sabe o que um ""eu te amo" significa.
E os espalha por aí como confete em dia de Carnaval.
Eu não suporto quem se troca por nada. 
Eu não suporto quem tira conclusões sem nem ao menos saber onde está pisando.
Eu não suporto quem opta por ser cego por ser mais fácil.
Eu não suporto quem faz mal aos outros, sem motivo.
Eu não suporto quem se anula. 
Eu não suporto quem é traído e finge que não vê.
Eu não suporto...
Eu não suporto mais você que já passou na minha vida e mesmo assim 
ainda me traz más recordações apesar de ter sido bom.
Eu não suporto viver histórias sem graça.
Eu não suporto mais você.
Mas não te suportar significa que você tem alguma relevância e no final...
E no final...Não te suportar somente significa te querer ainda mais.


Aline Vallim.

sábado, 22 de junho de 2013

Estranheza.

Estranho seria se fosse fácil.
Estranho seria se eu não gostasse.
Estranho seria se não me fizesse perder a respiração.
Estranho seria se me fosse indiferente.
Estranho seria se me fosse decifrável,claro! 
Estranho seria se estivesse comigo.
Estranho seria se eu entendesse.
Estranho seria se fizesse sentido.
Estranho seria se tivesse sentido.
Estranho seria se eu soubesse explicar.
Estranho seria se eu gostasse do explicável. 
Estranho seria... 
E mais estranho ainda, se não fosse estranho.


Aline Vallim.

Será que dá?

Será que ser tão controlado,é bom?
Será que engolir um pântano faz parte de crescer?
Será que ser omisso pra não causar mal-estar compensa o gosto
esquisito de não ser?
Será que ver erros e simplesmente ignorá-los é alguma
forma super sábia de levar a vida?
Será que eu tenho talento pra isso? Será que compensa alguma forma de
cinismo pra se continuar tranquilo?
Será que eu consigo? Será que dá?
Será que meu temperamento um tanto quanto intempestivo suporta ser sufocado?
Será que algum tipo de situação merece que você se desfaça de você?
Será que sim? Será que não?
Será que dá? Será que dá pra parar de me enfadar?
Será que dá?
Uma vez ou outra, a gente precisa tentar recomeçar,
renascer, repensar, refazer, respirar...
E dá, sempre dá.

Aline Vallim.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Me procure no céu.

Quantas vezes parei-me questionando sobre meus "quererês"?
Ainda que poucos, esses são meus.
Criados pela minha essência e meus
anseios.
E tanto são meus que não precisam ser muito.
A não ser para mim, é claro.
De tanto e tão pouco que já tenha pedido,
Me perco mais uma vez contradizendo o dito.
O dito cujo:
Eu.
Não ludibriarei dizendo que nunca tive desejos insanos.
Mas hoje acredite no que te digo, O que eu quero é 
complexamente simples.
Olhar pro céu e ver a mesma lua
Remeter meus pensamentos e sentimentos aos mesmos de outrora.
De hora essa que passei bem
Que sorri e senti estar onde eu deveria estar.
E que pedi que não acabasse.
Não de jeito tão fácil.
Aqui ou lá, eu só queria não duvidar que ela seria a mesma
Que desse ou do outro lado estaríamos vendo a mesma coisa.
Lembrando dos mesmos erros e acertos.
Sorrindo pro tanto de memória que deixamos nessa lua.
E que seja assim em qualquer espaço que nos separe.
Geográfico ou temporal.
Releve os meus devaneios, sempre que achares que deve.
Mas não releve o que sinto ou o que desejo.
Porque somos parte viva disso tudo.
E assim como eu,
Se sentires saudades.
Me procure no céu.


Gabriel Barrucho, um amigo que deu o ar de suas linhas por aqui.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vem pra rua. Ou vai à luta.

Não querer ir pra rua ,seja por medo, seja por qualquer motivo ,eu entendo. 
Ninguém é obrigado. Mas ser contra? Como assim?
Pelo  amor de Deus, será que tem alguém mesmo que acha 
que toda essa comoção seja simplesmente pelos benditos “0,20 centavos”?
Não,não tem. Não pode ter. 
Não é pelos 20 centavos, é por todas 
as amostras de desrespeito, corrupção deslavada esfregada em 
nossa inteligência. É por tudo o que foi engolido, é por todas as 
crianças sem educação que preste, é por todas as mortes nas filas 
de hospitais, é pela degradação humana, é pelo o arraso 
da dignidade, é por ir e voltar do trabalho em condições 
precárias, somente pagando mais e mais. 
É pelo metrô caindo aos pedaços, é pelas taxas abusivas, pagas 
em cima de todo e qualquer produto consumido com o suor de um 
mês inteiro de nosso trabalho. É pelo tomate, pela maçã ,pelo nabo,
pelo pepino, pelo abacaxi, é pelo nariz de palhaço cada vez mais apertado 
e colado em nosso rosto. É por mim, por você e por todos que hão de vir. 
É pra melhorar, é pra tentar, é pra mudar. É PRA TENTAR MUDAR.
Que esse seja somente o início de um novo tempo ,tempo no qual eu terei 
ainda mais orgulho em dizer: 
“Eu sou Brasileira”, “Eu posso”, “Eu sou o Brasil”.
Que esse seja realmente um divisor de águas. Que o nosso 
gigante tenha acordado pra nunca mais voltar a dormir.
E não, não é pelos R$0,20 !!


Aline Vallim.

terça-feira, 4 de junho de 2013

E de vez em quando,eu lembro de você. E parece que você nunca me deixou.

E eu aqui. Mais uma vez parada no tempo.
Parada na sua língua tão hábil.
Capaz de me levar pra qualquer que fosse o lugar.
Inferno ,paraíso,tortura de ser quem você quisesse.
E pra você estaria bom qualquer meio- termo ou mediocridade que eu resolvesse vestir
para simplesmente parecer que eu me adequava ou me adequar, de fato.
Eu sempre esquecia de  mim. E do que eu sentia e sabia.
Porque mulher, meu bem, sempre sabe.
Ela finge que não. Finge que quer dar tudo de si pra que algo fugaz dê certo.
Mas ela só não quer sofrer. Afinal ,quem quer?
E o seu  "amor, você é especial." ainda me faz sentir uma dor aguda e forte no peito
por pensar que o seu cheiro, sua saliva, seus dedos são dela.
Seu jeito safado de conviver e se fazer presente são dela.
Porque você não quis dividir comigo nada mais do que alguns momentos.
Um dos mais importantes da minha vida. Outros vazios.
Outros mais obsoletos e guardo comigo as memórias do seu carro, do meu play,
da sua rua, do motel e do chocolate que você me deu.Dos lugares pros quais
viajou e me contou com tanto orgulho, das suas pretensões que me
relatava de uma forma tão ansiosa.
Porque algumas coisas simplesmente não saem da mente jamais.
Eu fui um joguinho, uma revista velha ou talvez eu seja também uma agradável lembrança.
Mas isso ,eu nunca vou saber.


Aline Vallim.

E o seu maior medo, qual é?

Não existe o amanhã. Não existe o depois de amanhã, não existe o depois e tampouco os seus planos para o futuro. Não existe futuro. A gent...