sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Amém.

Que Deus tenha piedade de mim e das minhas escolhas erradas.
Do tempo perdido, das besteiras ditas, dos atos egoístas.
Às vezes,me pergunto se ele ainda tem paciência, se ele ainda acha que eu mereço ser feliz.
Que ele ache...Amém.
Que saiba que tudo o que foi feito, o almejado foi a felicidade.
Todas as atitudes egoístas, todas as vezes que eu não pensei.
Todas as vezes que eu fui a mulher certa ,na hora errada.
E todas as vezes que eu fui a mulher errada,só porque eu não soube ser.
Todas as vezes que 
eu joguei na cara das pessoas,
as piores e mais pesadas palavras...Só por raiva, só pra descontar 
alguma amargura, só porque achei que deveria.
Por todas as vezes que eu não me pus no lugar dos outros, por todas 
as vezes que faltei com qualquer princípio ou qualquer crença,todas as 
vezes que me deixei levar, e fui menos. 
Que Deus saiba,que foi tudo porque um lampejo de 
felicidade reluzia no final da estrada.
E não é isso que queremos?
Precisamos?
Procuramos?
Não é isso o que faz nosso corpo tremer, queimar e faz a circulação 
sanguínea ser sentida em câmera lenta?
Então, qualquer sensação ou esperança de que essa felicidade 
se torne realidade, a gente agarra.
A gente vive, a gente não pensa.
Eu sei que pôr Deus no meio,não é tão legal...Mas que ele saiba que todo o 
acúmulo de precipitações foi só pra ter um pouco 
mais de você, de todos os "vocês" ou talvez tenha sido por essa 
tal felicidade que até hoje,eu desconheço.


Aline Vallim.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A indiferença lhe cairá melhor.

Ahhhhhhhh, gosto de não poder gostar de alguém mas gostar mesmo assim.
Gosto mais ainda quando me dão motivos pra desgarrar, acho que
posso me agarrar a  isso e conquistar o mundo.
Você pode fazer o que quiser comigo, menos mexer no meu ego.
Menos tentar me usar pra se sentir mais.
Você não é mais. Eu te faço mais, se bato palmas pra você
dançar e nunca fui boa nisso,aliás continuo não sendo com a graça do Senhor Jesus!
Você acha que é o macho alfa mas na verdade,só encontrou uma meia dúzia de mulheres que eram apenas pobres seres com visões e noções de mundo mais pobres ainda.
Você não é mais.
Eu te fiz mais,até que resolvi não mais fazer.
Você nem terá a chance de rebater, venha com seu mimimi que eu te mostro o que é papo de verdade.
Sem paciência pra machos machucados que não sabem nem de perto o que é ser homem.
Ser bom de cama, é bom mas ser bom também fora dela é perfeito.
Você me provocou e agora, vai lidar com o sangue dos meus olhos.
Odeio quem julga, quem supõe que me conhece, odeio quem acha que me conquista, desconquistando.
Não queria ter raiva, mas ela vai passar.
E é bom que passe,porque a indiferença lhe cairá melhor.
Ahhhhhh machão pegador, quero mais é que seu pinto caia junto com o seu sorriso cheio de boas intenções!


Aline Vallim.







sábado, 7 de dezembro de 2013

Todas essas dores deveriam me levar embora.

O vazio da vida,ela me empresta um pouco, pra eu sentir.
O doído de não saber o que fazer com ela, eu também conheço.
O doído de saber que não há mais tempo pra decisões erradas, e mesmo
assim continuar fazendo-as.
O doído de errar com plena consciência mas não achar forças pra evitar.
O doído de quando se precisa usar a frieza, só conseguir usar o querer.
O doído de se sentir diminuída por si mesma, porque simplesmente não consegue mensurar (ou fingi não conseguir) que mesmo com um discurso pronto,não há pra onde fugir das próprias atitudes.
O doído de dizer não, eu também conheço.
O doído de escolher não estar com você porque simplesmente,depois de estar com você eu não sei mais quando estarei.
E não compensa ser refém da vontade. 
Porque quando o meu dia estiver horroroso e eu, sendo
obrigada a engolir o choro, não vou poder te ligar,nem te contar, nem dividir.
Fazer o que se quer,não é um modo de liberdade e sim, um jeito 
de viver escrava da angústia,quando o assunto é você.
Seu sorriso me faz leve.
Sua atenção, me faz feliz.
Seu sexo, me faz sua.
Seu cheiro, me faz sôfrega.
E não poder desfrutar de nós dois, não compensa as poucas horas que
nós temos.
O doído de não poder vislumbrar,planejar, eu conheço.
O doído de querer sua presença em algum evento importante, e não ter.
O doído de ser escondida, não conheço mas não preciso conhecer pra saber que frustrará e amargará tudo o que é sentido e lamentavelmente,não controlado.
O doído de ainda não te amar mas saber com absoluta convicção que eu posso começar.
O doído de saber que a sua vontade não te controla.
O doído de saber que já estaríamos em algum cenário perfeito,se assim fosse.
O doído de saber que as prioridades são outras. 
E que no mundo,às vezes, a vontade fica pra depois.
Não a minha. A sua.
Não quero ter raiva de você.
Não quero,pela minha fraqueza e imaturidade, te transformar em meu vilão e te odiar.
Porque eu não aguentaria te odiar,nem por um dia. E isso me frustraria,ainda mais.
Todas essas dores deveriam me levar embora...
Mas não levam.
Ainda não.



Aline Vallim.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Mistura infinita do que eu não sei medir.

E eu já nem sei o que me move. 
Se são as minhas tantas histórias concomitantes, isoladas, 
atrapalhadas, engraçadas,dramáticas...
Ou se é a sua cabeça encostada no meu peito. 
Ou talvez, seja você me vendo, observando e me desvendando dos mais inusitados ângulos.
Não sei mais o que me motiva e nem o que me empolga porque desde você, tudo se confundiu...
Não sei o que me separa de você e de todos esses 
nossos erros e dos seus detalhes que te fazem 
sobressair no meio dessa massa.
Não sei se é a vontade de você, ou se é a ansiedade 
por sentir tudo o que eu posso sentir, que me deixa assim. 
Será que eu te quero? 
Não sei se são as promessas refletidas no 
seu sorriso, ou se é a minha urgência em ver magia em tudo.
Eu sou uma mistura infinita do que eu não sei medir. 
Me perco, me acho e me perco de novo.
Não sei porque eu tenho vontade de chorar quando o sexo acaba. 
Não sei porque só de te ver,eu me tremo toda. 
E também, não sei porque não te ver, me deixa azeda. 
Não sei...
Eu não sei nem se eu sou a mulher maravilha ou se 
eu sou uma das princesas da Disney.
Não sei se eu quero rir ou chorar.
Não sei se eu quero sopa ou arroz com feijão.
Não sei nem ao menos, o dia de hoje.
E tudo bem, não saber. Não somos obrigados a esconder 
todas as respostas debaixo das nossas mangas cansadas.
E mesmo sem saber tantas coisas, eu ainda tenho certeza
do efeito que você causa em mim.



Aline Vallim.

E o seu maior medo, qual é?

Não existe o amanhã. Não existe o depois de amanhã, não existe o depois e tampouco os seus planos para o futuro. Não existe futuro. A gent...