domingo, 6 de agosto de 2017

O Universo quer falar.

Eu levei tanto tempo para escutar quem não tem boca.
Até agora, sentada aqui na frente desse papel e segurando essa caneta, te falando sobre o tempo e o que ele me fez, não sei se ainda consigo ouvir com perfeição. Mas já sei que há sinais e mensagens que são mandados à nós e que se não estivermos atentos, simplesmente os perdemos. 
Saber disso já é um trunfo, mesmo que de vez em quando ainda percamos, por simples distração, alguns avisos. O universo tenta falar com você de todas as formas quando precisa te dizer algo. Ele se desespera, mesmo. Ele manda até whatsapp, ele bate na porta, ele desenrola bem de frente aos seus olhos situações que de alguma forma chamem a sua atenção. Ele fala com você usando a sua própria mente. Mas há momentos em que nem nela, prestamos atenção. 
E lá vamos nós deixando escapar mais uma vez, uma das formas que o mundo e sua forma eficaz de girar, utilizam para levar-nos, algum recado.
Mas inesperadamente, você fica em paz. Depois de tanto se debater, você cede. Se entrega ao inevitável. É como se o pescador olhasse para o pescado esperando apenas que o mesmo se convença de que não adianta mais lutar. Assim é o Universo, a vida e nós, algumas vezes. 
Em algum momento, é como se o seu inconsciente começasse a absorver os inúmeros recados mandados. E esse entendimento se alastrasse, se tornando totalmente consciente. Você sabe que deve diminuir a velocidade, você sabe que é melhor parar. Mudar a direção, o foco. 
Não há o que fazer. Pelo menos não agora. Relaxe, é só esse momento. 
Não é para sempre. Não é definitivo. Respira.
Como quem ao se afogar, para de chocar-se contra a água e bóia.
Não lute mais, só se desarme, aceite, tranquilize-se. Viva exatamente o que precisa viver. Talvez seja exatamente isso, o que a vida quer. As coisas vão se acomodando como tem que ser, sempre. O mundo vai continuar amanhã.

Resiliência. 

Aline Vallim. 

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