Há quanto tempo você não decidiu por si e só por si, se surpreender?
Há quanto tempo você não se desarma?
Há quanto tempo não vive algo com os dois pés lá dentro?
Há quanto tempo não escolhe escolhas diferentes??
Acho que se temos essa predisposição a não entrarmos em um mecanismo
robótico com relação as situações na vida, somos capazes de viver mais intensamente.
E pra isso, temos que nos deixar por aí.
Pro mundo, pras possibilidades, oportunidades que vêm sem parecerem nada além de mais uma chance de perdermos tempo.
Mas vai que você tá errado.
Mas vai que tudo muda a partir do seu sim, do seu peito aberto, da sua decência e sinceridade
para com os outros, mas também para com você.
E com o que você sente.
E com o jeito certo de se fazer as coisas.
Não se afaste de você.
Se faça feliz.
Vai que você não perde tempo.
Vai que você ganha história.
Se solta.
Se deixa.
Coloca seu salto ou seu all star.
Coloca seu batom vermelho ou azul, e vai.
Mete o pé, acelera.
Não se esquece que tudo pode ser muito bom.
Tudo pode ser maravilhoso.
Você pode viver coisas que nunca imaginou.
Comece pelas pequenas coisas.
Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?
Quando foi?
Se você, nem ao menos consegue se lembrar, então por favor...
Comece!
Encare os medos, os estereótipos criados por você mesmo, as dificuldades
de seguir acreditando nos outros...
Encare.
Só vá!
Aline Vallim.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Um pouco mais do mesmo.
O erro ainda é meu.
Sentir tanto e tão a frente do que realmente é.
Sentada em uma mesa de bar e falando e observando a volta.
Eu via que a minha vontade de sentir é tão grande que ultrapassa o sentir.
O sentir é tomado pela idealização.
Pela fantasia de achar que ainda tem sentimento que vale.
E tem sim, mas nem sempre é.
Você não se deixa levar, luta contra, acha defeito e
finalmente quando acha que achou, você se perde de novo.
Se perde porque não tem receita e nunca parece que as coisas vão pelo caminho mais fácil.
Parece sempre que a gente tenta dar nó.
E eu To bem cansada dos nós.
De sempre me espalhar pra me juntar logo em seguida, pra fazer algo que não é pra ser, ser.
Tô cansada de tanta gente que não mede as palavras e nem mede um pouco de gentileza.
Tô cansada de sentir raiva por me desapontar, não com sentimentos mas com cuidados.
Com formas de se cuidar do outro que só partem de um lado.
Como se pra ser gentil precisássemos gastar muita energia.
Ser respeitoso é tão fácil. Ser legal é tão gostoso.
E parece cada dia mais que não se tem nem vontade de poupar o outro.
Eu quero fazer com que os outros se sintam bem comigo ou ao lembrar de mim.
E reciprocidade parece até ofensivo.
Parece que tratar bem e reivindicar um pouco de bom senso (embora eu ache que
não se reivindique), é querer algum órgão vital do outro.
Como assim você tá sendo legal?
Deve estar querendo alguma coisa.
Como assim você tá reclamando?
Eu To reclamando sim.
Eu To te mostrando sim minha insatisfação.
E eu não quero ser o alguém que provoca isso.
Mas também não quero sentir.
Eu embora não seja tão meiga, eu quero e preciso ser melhor.
E se esse comprometimento de se colocar no lugar do outro não é o que te domina a fim de cultivar uma vida mais gostosa, então você saia daqui.
Saia de perto de mim.
Não posso querer.
Não quero mais ficar tentando entender o porquê de coisas banais.
Queimando a mufa pro meu lado racional descansar em paz.
Eu não preciso.
Eu não quero.
Eu não Tô a fim.
Aline Vallim.
Sentir tanto e tão a frente do que realmente é.
Sentada em uma mesa de bar e falando e observando a volta.
Eu via que a minha vontade de sentir é tão grande que ultrapassa o sentir.
O sentir é tomado pela idealização.
Pela fantasia de achar que ainda tem sentimento que vale.
E tem sim, mas nem sempre é.
Você não se deixa levar, luta contra, acha defeito e
finalmente quando acha que achou, você se perde de novo.
Se perde porque não tem receita e nunca parece que as coisas vão pelo caminho mais fácil.
Parece sempre que a gente tenta dar nó.
E eu To bem cansada dos nós.
De sempre me espalhar pra me juntar logo em seguida, pra fazer algo que não é pra ser, ser.
Tô cansada de tanta gente que não mede as palavras e nem mede um pouco de gentileza.
Tô cansada de sentir raiva por me desapontar, não com sentimentos mas com cuidados.
Com formas de se cuidar do outro que só partem de um lado.
Como se pra ser gentil precisássemos gastar muita energia.
Ser respeitoso é tão fácil. Ser legal é tão gostoso.
E parece cada dia mais que não se tem nem vontade de poupar o outro.
Eu quero fazer com que os outros se sintam bem comigo ou ao lembrar de mim.
E reciprocidade parece até ofensivo.
Parece que tratar bem e reivindicar um pouco de bom senso (embora eu ache que
não se reivindique), é querer algum órgão vital do outro.
Como assim você tá sendo legal?
Deve estar querendo alguma coisa.
Como assim você tá reclamando?
Eu To reclamando sim.
Eu To te mostrando sim minha insatisfação.
E eu não quero ser o alguém que provoca isso.
Mas também não quero sentir.
Eu embora não seja tão meiga, eu quero e preciso ser melhor.
E se esse comprometimento de se colocar no lugar do outro não é o que te domina a fim de cultivar uma vida mais gostosa, então você saia daqui.
Saia de perto de mim.
Não posso querer.
Não quero mais ficar tentando entender o porquê de coisas banais.
Queimando a mufa pro meu lado racional descansar em paz.
Eu não preciso.
Eu não quero.
Eu não Tô a fim.
Aline Vallim.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Mariana, Paris, África, homossexuais, mulheres...
nacional que é extremamente parcial.
E defende interesses que estão acima dos interesses comuns.
Do povo, de quem realmente precisa.
E vamos lá, isso não é de hoje.
Não é mesmo?
Aí, então temos quase concomitantemente duas tragédias horríveis.
Uma no interior do Brasil, outra em um país desenvolvido da Europa.
Do lado daqui temos o interesse de manter relações amigáveis e mais
do que isso, uma puxada no saco não cairá mal.
(Aliás pra alguns, puxar o saco nunca cai mal. É como respirar.)
E temos do lado de lá o radicalismo das pessoas, aquelas que são incapazes
de ter uma opinião e não ter a capacidade de defendê-la de forma branda, embasada e coerente.
Sempre com ofensas e xingamentos.
Um povo que a cada dia mais parece se tornar quanto mais informado, mais alienado.
Engraçado né?
Em meio a "bolsomitos", "mata os viados", "mulher é tudo puta!", tudo parece sem esperança.
Eu estou sem esperança.
Mas parece que o caos tem que ser estridente pra que melhores tempos venham.
E juntando isso tudo, vamos analisar.
Por que uma tragédia parece estar mais em foco do que a outra que foi tão horrível e impactante quanto?
Porque a mídia (em parte) permanece fazendo o enorme bom trabalho de apenas mostrar
o que interessa pra quem interessa.
E para atacar quem se solidariza, tem a parte dos que são hipócritas e tão egoístas quanto certos meios de comunicação.
Que simplesmente não percebem a manipulação ou são loucos e desvairados, mesmo.
Há quem vá pelo modismo de trocar a foto do perfil.
Mas a maioria, trocando foto de perfil ou não (esse é o menor dos problemas), se solidariza sim
com as dores dos outros.
Pensam sim, no todo.
Agem sim, por um mundo melhor.
E defendem causas que nem são suas só pro mundo girar melhor.
E é por essa parcela que o meu coração ainda vibra.
É por essa parcela que eu sigo confiando que tudo vai dar certo.
Aline Vallim.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Você é nada.
Vai lá, corre lá!
Foge da pessoa tão carente e louca por elogios que você é.
Foge da insegurança que te alige e que te soca o estômago e que você se recusa a assumir.
Te conheço apesar de quase não te conhecer.
E graças a Deus, não te conheci.
O sexto sentido e as forças do Universo conspiram.
E eu não precisei me decepcionar pra me desfazer de você.
Graças.
Você fala tanto mas foge das próprias palavras.
Você é tão pouco bem resolvida que precisa de aprovação.
Precisa ser popular e elogiada, esquecendo que popularidade na maior
parte do tempo significa bater palma pra maluco dançar.
Porque pra quem não ama a gente de verdade, só prestamos se fazemos o que
eles esperam e querem da gente.
E isso, meu bem eu não tô a fim.
Não tô a fim de ser "adorada" desse jeito.
Na verdade, eu não preciso.
Minha vida se desenrola além da supercialidade que é vestir máscaras.
Se empenhar em ser aceita, querer tanto ser alguém bem quisto...
Isso é não ser você, é ser uma mentira.
E é exatamente isso.
Você é uma mentira.
Tão rasa e vazia.
Tão cheia de afetos profundos, tão cheia de palavras sinceras
Faz exatamente o que condena.
Cospe hipocrisias para depois agir tão contra tudo o que bate no peito e por qual razão?
Tão cheia de apelos fedorentos.
Você é nada.
Você é tudo o que eu detesto no mundo.
Aline Vallim.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Apitou e era você.
O celular apita.
Eu não esperando que fosse você, senti todos os meus músculos
se contraírem quando li o seu nome.
Meu coração vai e volta.
Eu me livro de você e me deixo envolver.
Dias passam e poucas coisas mudam.
Eu tô bem, tô firme, bem resolvida, eu tô feliz.
Como quando nos conhecemos mas melhor.
E melhor ainda do que quando resolvemos pôr fim na gente.
Matar você foi difícil.
Senti saudade do seu cheiro.
O gosto do nosso beijo, acho que decidimos ao mesmo tempo
que era uma má ideia continuar sentindo-o.
Eu passei muito tempo querendo falar com você.
Só ver como você estava.
E eu não podia.
O celular apita.
De novo.
Tinha te visto recentemente.
Até falei com você porque os ambientes em comum que temos
não nos permitem deixarmos de nos falar completamente.
Mas eu não esperava que fosse você.
Você me olha e me procura, e eu sei que ainda sente alguma coisa.
Não sei o que.
Mas sei.
Uma pena eu não poder aproveitar o seu sentimento
e me jogar na vida com você porque seria o que eu mais gostaria.
De sentir você de novo com a mão entre as minhas pernas,
reparando nas minhas reações.
Com o rosto perto do meu, me sentindo ofegante.
Fraca.
Ou rindo, sem muitos mistérios.
O celular apita.
E eu respondo seca, você não insiste.
Porque não pode insistir.
E eu não desisto de tentar esquecer.
Aline Vallim.
Eu não esperando que fosse você, senti todos os meus músculos
se contraírem quando li o seu nome.
Meu coração vai e volta.
Eu me livro de você e me deixo envolver.
Dias passam e poucas coisas mudam.
Eu tô bem, tô firme, bem resolvida, eu tô feliz.
Como quando nos conhecemos mas melhor.
E melhor ainda do que quando resolvemos pôr fim na gente.
Matar você foi difícil.
Senti saudade do seu cheiro.
O gosto do nosso beijo, acho que decidimos ao mesmo tempo
que era uma má ideia continuar sentindo-o.
Eu passei muito tempo querendo falar com você.
Só ver como você estava.
E eu não podia.
O celular apita.
De novo.
Tinha te visto recentemente.
Até falei com você porque os ambientes em comum que temos
não nos permitem deixarmos de nos falar completamente.
Mas eu não esperava que fosse você.
Você me olha e me procura, e eu sei que ainda sente alguma coisa.
Não sei o que.
Mas sei.
Uma pena eu não poder aproveitar o seu sentimento
e me jogar na vida com você porque seria o que eu mais gostaria.
De sentir você de novo com a mão entre as minhas pernas,
reparando nas minhas reações.
Com o rosto perto do meu, me sentindo ofegante.
Fraca.
Ou rindo, sem muitos mistérios.
O celular apita.
E eu respondo seca, você não insiste.
Porque não pode insistir.
E eu não desisto de tentar esquecer.
Aline Vallim.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Eu entendi que eu não preciso entender.
Em todos os lugares errados que a gente vai só pra não ficar parado.
Em todos os"tinha que ter dado certo" que eu tento entender em vão.
Eu não vou entender e talvez nem o outro entenda.
Tento arranjar justificativas que nem são necessárias só porque
meu lado racional me implora.
Tento me encontrar mas parece que já me encontrei.
Esses dias, andei reparando uma paz no meu peito que nenhum dos
planos que deram errado podem tirar de mim.
Eu sou cada vez mais aquela pessoa que eu gostaria de encontrar e manter
na minha vida.
A cada dia, eu penso e repenso que eu posso ter errado mas com cada erro veio
o meu aprimoramento.
Com cada tormenta veio o amadurecimento.
E eu entendi que eu não preciso entender.
Não tenho que queimar a "mufa" com quem não vale o esforço.
E na teoria isso é lindo, maravilhoso.
Mas quando se torna algo orgânico passa a ser sublime.
Quando a gente encontra a medida certa em ser o que se é sem medir palavras e
a elegância, você se sente em paz.
Quando eu estou certa, todo o resto pode estar errado que
eu ainda vou dormir em paz.
Você pode me maldizer ou nem se quer me querer mas eu sei que vai passar.
A medida que sabemos que tudo passa, não é qualquer coisa que nos abala.
Não é qualquer paixão que me diverte.
Não é qualquer desamor que me tira o sono.
Eu queria não ser mais tão resistente.
Eu ainda queria acreditar no para sempre, simplesmente porque é mais romântico.
Mas me libertar de todas as visões irreais da vida cura o coração e a mente e melhor ainda
tira um peso das nossas costas que nem é nosso.
Aline Vallim.
sábado, 6 de junho de 2015
Eu não sei usar o sexo.
Tenho ele dentro de mim, e só pensava em quão vazio era aquilo tudo.
Tentava te esquecer, me esquecer também.
Escolhi uma pessoa que eu sentisse bastaste atração.
Que o sexo fosse legal e tal.
Escolhi.
Ele dentro de mim.
Começou bem quando em um determinado momento... E por algum motivo muito louco, eu nem conseguia me concentrar.
Nem conseguia focar.
Sentia um nojo gritante de tudo.
Em algum momento antes mesmo de você me tocar, você entrou em mim e não sai dos meus pensamentos.
Suas ligações no meu telefone, o começo, o término, você.
Eu que já não sabia usar o sexo, hoje sei menos.
Ele não foi capaz de se sobrepor a você.
Claro que não.
Nem com o seu cuidado comigo, em com o respeito nas
mínimas atitudes.
E nem tem como ser.
Nem tem como esperar isso.
Me senti pequena como há muito não me sentia.
Na hora de me despedir, me despedi dele, nunca mais querendo vê-lo.
Mas na verdade, não quero mais ver você.
Você, ele ou qualquer um que não saiba nem ao menos, ser por inteiro e não ser medíocre.
E naquele momento crítico que me levou a sentir sensações mórbidas do passado, eu mesma era medíocre.
Eu mesma não deveria estar ali.
Me despedi dele.
Nunca mais o verei.
E quanto a você, seja um diferente.
Seja um e não qualquer um.
Aline Vallim
Tentava te esquecer, me esquecer também.
Escolhi uma pessoa que eu sentisse bastaste atração.
Que o sexo fosse legal e tal.
Escolhi.
Ele dentro de mim.
Começou bem quando em um determinado momento... E por algum motivo muito louco, eu nem conseguia me concentrar.
Nem conseguia focar.
Sentia um nojo gritante de tudo.
Em algum momento antes mesmo de você me tocar, você entrou em mim e não sai dos meus pensamentos.
Suas ligações no meu telefone, o começo, o término, você.
Eu que já não sabia usar o sexo, hoje sei menos.
Ele não foi capaz de se sobrepor a você.
Claro que não.
Nem com o seu cuidado comigo, em com o respeito nas
mínimas atitudes.
E nem tem como ser.
Nem tem como esperar isso.
Me senti pequena como há muito não me sentia.
Na hora de me despedir, me despedi dele, nunca mais querendo vê-lo.
Mas na verdade, não quero mais ver você.
Você, ele ou qualquer um que não saiba nem ao menos, ser por inteiro e não ser medíocre.
E naquele momento crítico que me levou a sentir sensações mórbidas do passado, eu mesma era medíocre.
Eu mesma não deveria estar ali.
Me despedi dele.
Nunca mais o verei.
E quanto a você, seja um diferente.
Seja um e não qualquer um.
Aline Vallim
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